Primeiramente, a contratação do irlandês Mikey Johnston, do West Bromwich, gerou polêmica no Flamengo. Em entrevista à FlaTV, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, esclareceu os motivos que levaram o clube a desistir do negócio. A principal razão teria sido o relatório médico do atleta. A contratação segue etapas até a aprovação do atleta.
“Gente, você está avaliando 40 atletas. Você não faz avaliação médica de 40. É um funil É só nos finalmente. É só lá no final que você olha essa parte. Não faz sentido você ficar avaliando jogadores numa quantidade enorme. Então, é parte do processo. O processo é desenhado dessa maneira”, afirmou o dirigente.
O relatório médico do clube britânico apontou restrições físicas. Dessa forma, Johnston teria condição de jogar apenas 1.800 minutos por ano. Foi então que Bap questionou: “Ele já jogou esse ano 900?. Então eu vou trazer um jogador para jogar 900 minutos quando eu ainda tenho que jogar 4.000? Então, eu tenho que trazer 4 deles, né? Porque eu vou precisar jogar 4.000”, justificou.
Divergência interna e crítica ao planejamento?
A entrevista também expôs um desentendimento interno entre Bap e o diretor de futebol José Boto, que havia conduzido as negociações com o jogador. Embora não tenha citado diretamente o dirigente, o presidente deixou clara sua discordância quanto ao avanço da contratação.
Bap frisou que a decisão final deve considerar a capacidade plena de contribuição do atleta. “Não posso explicar para a torcida que ele só jogará até determinado jogo e depois será poupado por falta de minutos disponíveis”, ironizou.
Por fim, a desistência de Johnston, de 25 anos, ocorreu após o jogador ter se destacado na temporada europeia e na Eurocopa. O Flamengo agora busca outras opções no mercado com maior regularidade física e disponibilidade total de jogo. Bap revelou que o clube vai buscar grandes contratações na janela de meio de ano: “Eu espero que essa janela do meio do ano seja mais agressiva do que foi no início do ano”.





