Bruno Henrique vira réu por fraude esportiva após decisão da Justiça do DF; saiba mais

Bruno Henrique garantiu vitória de 1 x 0 sobre o Vasco.
FOTO: GILVAN DE SOUZA/FLAMENGO

Primeiramente, o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, virou réu por fraude esportiva. A denúncia do Ministério Público do Distrito Federal foi aceita nesta sexta-feira pelo juiz Fernando Brandini Barbagalo, do Tribunal de Justiça do DF. Outras oito pessoas também se tornaram rés no processo. O magistrado, no entanto, rejeitou a acusação de estelionato por falta de elementos suficientes.

Na mesma decisão, Barbagalo negou o pedido de fiança de R$ 2 milhões solicitado pelo Ministério Público. A defesa do jogador já havia se manifestado contra a cobrança. Além disso, o juiz também rejeitou outras medidas cautelares sugeridas, como restrições de contato e bloqueio de bens.

Segundo o MP, Bruno Henrique teria forçado um cartão durante a partida contra o Santos, no Brasileirão de 2023, realizada em Brasília. A atitude teria beneficiado o irmão do atleta e outros apostadores. O jogador recebeu dois cartões no jogo: um por agressão a um adversário e outro por ofensa ao árbitro, após o apito final.

Além de Bruno Henrique, são réus seu irmão Wander Pinto Lima Júnior, a esposa de Wander, Ludymilla Araújo, e a prima do atacante, Poliana Ester Cardoso. Também foram denunciados Claudinei Vitor Bassan, Rafaela Elias Bassan, Henrique Mosquete, Andryl dos Reis e Max Amorim. Todos teriam apostado com antecedência sabendo que o jogador receberia o cartão.

Qual é o envolvimento dos familiares de Bruno Henrique?

A defesa dos familiares pediu à Justiça que a denúncia não fosse aceita. O Ministério Público contestou e reforçou os argumentos, citando prejuízo à integridade esportiva. Antes da decisão, a Justiça homologou um acordo de não persecução penal com Douglas Barcelos, que confessou ter apostado sabendo da infração. Por isso, ele não se tornou réu.

O MP também pediu o pagamento de R$ 2 milhões em indenização por danos morais coletivos. Segundo o órgão, a manipulação causou prejuízos à ética esportiva e à imagem do futebol. A denúncia diz que os acusados violaram o direito do consumidor e comprometeram a credibilidade de um patrimônio cultural do país.

O Ministério Público informou que tentou acordo com alguns denunciados, mas não houve consenso. A Bruno Henrique, o MP sequer ofereceu o benefício, alegando que o caso exige responsabilização penal. A fiança de R$ 2 milhões foi sugerida para garantir a presença do jogador no processo e evitar atrasos judiciais.

Finalmente, a defesa do atacante alegou que ele tem vínculo formal com o Flamengo e nunca tentou atrapalhar as investigações. O juiz acatou o argumento e destacou que Bruno Henrique pode participar das audiências por videoconferência. Até agora, não houve qualquer conduta do jogador que dificultasse o andamento do caso.

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