O Lyon reverteu a decisão inicial do DNCG (Direção Nacional de Controle de Gestão) e está mantido na primeira divisão do futebol francês. O clube, gerido pela empresa de John Textor, acabou rebaixado por não ter as suas contas aprovadas. Agora, após avaliar o recurso do Lyon, a DNCG resolveu manter o clube na elite francesa.
O principal problema para o Lyon era uma dívida que chegava ao valor de 541 milhões de euros (cerca de R$ 3,5 bilhões na cotação atual). Assim, para ser mantido na primeira divisão da França, o clube precisava apresentar garantias de 100 milhões de euros (R$ 640 milhões) de maneira imediata, além de outros € 100 milhões (R$ 640 milhões) como garantia para os próximos dois anos.
Com as contas aprovadas pelo DNCG, o Lyon vai poder disputar a primeira divisão francesa. Além disso, o clube também se colocou em condições de disputara próxima edição da Liga Europa, competição para a qual havia se classificado. No momento, o Lyon está sob nova gestão após John Textor ter anunciado um período de afastamento. Aliás, os novos dirigentes se comprometeram a melhorar o desempenho financeiro do clube.
Ações que evitaram a queda
Além da venda de jogadores, como o caso do francês Rayan Cherki, que foi para o Manchester City, o Lyon também conseguiu um investimento financeiro por conta da venda do Crystal Palace, da Inglaterra. Embora o acordo ainda não tenha sido completamente homologado, a Eagle Football Holding apresentou tais garantias financeiras. O valor da venda do Crystal Palace é de R$ 1,4 bilhão.
Aliás, a venda do Crystal Palace também permite que o clube inglês dispute a próxima edição da Liga Europa. A Uefa, entidade que regulamenta o futebol na Eruopa, não permite que dois clubes vinculados ao mesmo grupo disputem uma mesma competição. Por fim, com a saída de John Textor, o Palace também está livre para disputar o torneio.


