Antes de mais nada, o destino preparou um reencontro marcante. Odair Hellmann, campeão brasileiro da Série C de 2005 como jogador do Remo, voltará ao Baenão nesta quinta-feira, (9), às 21h35 — agora como técnico do Athletico-PR.
O confronto, válido pela 31ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, promete emoção e lembranças para o treinador rubro-negro. Isso porque Odair Hellmann iniciou ali uma das passagens mais significativas de sua carreira.
O ex-volante foi peça importante no elenco remista que conquistou o título nacional e o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. Quase duas décadas depois, volta ao estádio com outra missão: manter o Furacão na briga pelo retorno à elite.
Desde que assumiu o comando da equipe paranaense, Odair Hellmann conseguiu, por exemplo, reorganizar a equipe na reta final da competição. Assim, fez o Athletico-PR reencontrar o caminho das vitórias, recuperando a confiança da torcida rubro-negra.
Curiosamente, o técnico também teve uma breve experiência no comando do próprio Remo, em 2006, quando dirigiu o time por um jogo, contra o Santo André, fora de casa. Esse momento reforça o vínculo emocional de Odair Hellmann com o Leão.
Agora, o reencontro será diferente. À frente de um dos times mais estruturados do país, o treinador precisará encarar um Fenômeno Azul empolgado e embalado pelo apoio da torcida. O Baenão promete casa cheia, e a atmosfera promete ser intensa do início ao fim.
Do Remo à elite: a trajetória de Odair Hellmann
Desde os tempos de jogador, Odair Hellmann construiu uma carreira marcada por trabalho disciplinado e evolução constante. Após pendurar as chuteiras, destacou-se como auxiliar na Seleção Brasileira Sub-23.
Logo após deixar a CBF, o treinador comandou clubes como Internacional, Fluminense e Santos. No exterior, trabalhou no Al Wasl, dos Emirados Árabes Unidos, e também o Al-Raed, da Arábia Saudita. Hoje, tenta consolidar seu nome novamente no futebol brasileiro.
E o duelo contra o Remo carrega um peso simbólico: o retorno ao clube que o projetou nacionalmente. No Baenão, o treinador reencontrará o cenário onde viveu glórias e desafios. A diferença é que, desta vez, ele estará do outro lado, tentando frear o embalo do Leão.


