Ricardo Sá Pinto relembra passagem pelo Vasco: “Havia rapazes sem dinheiro para comer”

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Foto: Rafael Ribeiro/ Vasco

Antes de mais nada, Ricardo Sá Pinto revelou detalhes importantes sobre sua passagem pelo Vasco em 2020. Em entrevista ao Canal Expresso 1923, o treinador expôs a realidade financeira crítica do clube, com jogadores enfrentando dificuldades até para se alimentar e um centro de treinamentos com infraestrutura precária.

“Alguns jogadores não tinham dinheiro nem para tomar café da manhã. O clube não conseguia pintar o campo do CT. Passei quatro ou cinco meses sem receber salário, mas alguém me viu reclamar?”, desabafou o português que conquistou apenas três vitórias no Gigante da Colina.

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Por outro lado, além da crise financeira, as condições do centro de treinamentos eram alarmantes: “O campo não era fechado como hoje. A gente convivia com cobras e jacarés. Tínhamos um cachorrinho que sempre aparecia por lá. Um dia, ele surgiu sem uma pata. Foi atrás de uma bola e o jacaré arrancou”, relatou Ricardo Sá Pinto.

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Além disso, ele também justificou os maus resultados com a pandemia da Covid-19 e a falta de reforços: “Milagres eu não faço. (Vanderlei) Luxemburgo, que tem um currículo enorme, teve reforços, não passou por dificuldades financeiras e jogava de oito em oito dias. Eu jogava de três em três, sem reforços e com um elenco limitado.”

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Desse modo, no aspecto técnico, Ricardo Sá Pinto explicou que queria montar a equipe em torno de Germán Cano, mas encontrou dificuldades na formação tática. “Era nosso melhor jogador, mas o time não estava equilibrado. Talles Magno tinha talento, mas oscilava. (Milton) Benítez tinha qualidade, mas se movimentava por todo o campo.”

Em suma, o treinador português, que conquistou quatro troféus na carreira e que está sem clube após ter deixado o Raja Casablanca, de Marrocos, deixou o Vasco sem conseguir reverter a fase complicada do Clube de São Januário.

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Suas declarações, além disso, reforçam os desafios enfrentados pelo treinador na passagem pelo Vasco. Problemas financeiros, elenco desfalcado e uma estrutura precária tornaram a missão ainda mais difícil, mostrando que as dificuldades iam muito além das quatro linhas.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

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