A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 30, a “Operação Caixa Preta”, que apura possíveis irregularidades nas eleições municipais de 2024, em Roraima, envolvendo um esquema de compra de votos. Desse modo, entre os investigados estão o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, a deputada federal Helena Lima (MDB-RR) e o empresário Renildo Lima, esposo da parlamentar. A CBF se pronunciou por meio de nota oficial sobre o possível envolvimento de Samir Xaud.
Os agentes cumpriram dez mandados de busca e apreensão em Boa Vista, capital de Roraima, e na cidade do Rio de Janeiro, na sede da CBF. Aliás, a Justiça também determinou o bloqueio de bens dos envolvidos, podendo chegar ao total de R$ 10 milhões.
Prisão com dinheiro escondido
A apuração teve início após a prisão em flagrante de Renildo Lima, ocorrida em setembro do ano passado. Na ocasião, ele foi detido portando aproximadamente R$ 500 mil em dinheiro vivo, parte do qual estaria escondido dentro da cueca, segundo informações da PF.
De acordo com os investigadores, os recursos apreendidos seriam usados para cooptar votos durante a campanha eleitoral. A investigação aponta possíveis conexões entre políticos e empresários com influência tanto em Roraima quanto ao nível nacional.
Perfis dos investigados
Atual presidente da CBF, Samir Xaud assumiu o comando da entidade em maio deste ano. Médico de formação e nascido em Boa Vista, ele é filho de Zeca Xaud, presidente da Federação Roraimense de Futebol desde os anos 1970. Antes de chegar à CBF, Samir tentou se eleger deputado federal pelo MDB, mas não obteve sucesso.
Eleita com pouco mais de 15 mil votos em 2022, a deputada Helena Lima também atua no setor de transporte terrestre e aéreo no estado. Aliás, em sua declaração de bens ao TSE, informou possuir patrimônio superior a R$ 11 milhões. Até o momento, os investigados não se manifestaram publicamente sobre o caso.
Posição da CBF
A Confederação Brasileira de Futebol esclareceu que a operação não guarda qualquer relação com a entidade ou com o futebol nacional. Aliás, segundo a nota oficial, Samir Xaud não é o principal foco da investigação e permanece sereno, colocando-se à disposição das autoridades.
Por fim, a CBF também informou que não foi notificada oficialmente sobre o conteúdo das investigações e que nenhum equipamento ou material da entidade foi apreendido durante a ação.





